Frutilla ou Fresa?

25.11.09

Brilhando no telão do Olímpico


24.11.09

Diálogos e pensamentos

Priscila:
- Má. Você vai renovar o pay per view do Campeonato Brasileiro para o próximo ano?
- Hum... não sei. Acho que não.
- Por que não? É a única diversão que você tem.
- *
Fato.

(...)

Nunca questionei tanto a minha capacidade de ser pai como nos últimos dias.
E isso não é bom.

(...)

E pensar que hoje eu poderia ser o assessor de imprensa do Porto Alegre FC.
Talvez tivesse os finais de semana livres.
Ganhando três vezes menos...

(...)

Ser ou não ser?
Semana passada terminei de ler Hamlet, de Shakespeare.
Não gostei muito.
Eis a questão.

(...)

William Shakespeare.
Mahmoud Ahmadinejad.
Arnold Schwarzenegger.
Não saberia escrever estes nomes sem procurar no Google.

(...)

Não.
Escola pública não é bom.

(...)

E se tivesse colocado tudo isso no Twitter?
Seria mais um daqueles chatos...

(...)

Eu vou ser um velho muito chato.
Daqueles que nem mesmo eu me aguentarei.
Tipo, a partir do ano que vem.

(...)

Saudade da turma.
Da trama.
Da trema...

(...)

Preciso me alcoolizar.
Mas sem ficar bêbado.

(...)

Filhos são para sempre.

(...)

"Problema sem solução, solucionado está".
Adoro essa frase.
Deve ser Shakespeare.

(...)

Hoje levei o Pietro para passear no carrinho pelo bairro.
Impressionante as más condições das calçadas.

(...)

Gosto de tentar imaginar onde eu estaria agora se não tivesse o hábito de pensar duas vezes antes de tomar atitudes.
Na cadeia, talvez?
Ou num hotel 6 estrelas de Dubai...

(...)

Ilusão de ótica.
Ela pode liquidar você.



É o braço da fotógrafa!

Amizade e afins

Já faz algum tempo, ando analisando algumas situações na minha vida que me fizeram chegar a uma conclusão bombástica:
Eu não tenho amigos.
É verdade.
É duro admitir, mas tenho que confessar que sou uma pessoa que não tem amigos.
Estou falando de amigos, amigos, na acepção da palavra.
Uma pessoa para contar nos momentos difíceis, desabafar, compartilhar os problemas, escutar, ou simplesmente estar ao seu lado sem dizer uma palavra.
Tenho muitos conhecidos, isso é verdade.
Colegas de trabalho também.
Mas é só isso.
Até já tive amigos.
Na época em que podia conviver com eles.
Mas, hoje em dia, as antigas amizades se resumem a um encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Até mesmo pessoas mais chegadas, que considerava amigos em potencial, me mostraram a realidade contrária.
Coisas que acontecem e que todos estamos sujeitos nesta vida de meu Deus.
Para não parecer que estou me fazendo de vítima, quero deixar bem claro que tenho grande parcela de culpa nesta situação.
Talvez 70% de culpa.
Confesso que nunca fui muito de cultivar as amizades.
Talvez porque me ache interessante demais e se as pessoas quiserem ser minhas amigas elas que devem correr atrás.
Se realmente esse for um motivo, não é por mal.
Me afastei muito das pessoas nos quase 10 anos em que estive na prisão.
Me refiro ao primeiro casamento.
Uma grande burrada.
Depois de tanto tempo, fica difícil retomar alguma coisa.
Mas o tempo passa e a vida segue seu rumo.
Nem sempre é aquele rumo que gostaríamos, mas é o rumo que nós mesmos direcionamos.
Quanto àqueles antigos amigos, segue a esperança de relembrarmos os bons momentos em algum encontro involuntário uma vez por ano, ou duas vezes.
Que seja logo, pois estão fazendo falta nos últimos dias.

Ps.
Tem duas pessoas que posso considerar exceções.
E elas sabem quem são.
Bom deixar claro para que não fiquem magoadas comigo.

21.11.09

Kombi Branca - Excelente

Como alegrar uma foto de Danrlei

17.11.09

Torcida organizada

Eu nunca joguei com torcida.
E olha que já joguei futebol nestes meus 37 anos.
Estou falando de torcida assim como nos jogos de futebol profissional.
Talvez com três, dez ou sessenta mil pessoas em volta, incentivando, meu desempenho fosse melhor dentro de campo.
Achei que nunca saberia.
Pelo menos até o último sábado quando levei Duda e Mártin para o meu futebol semanal.
Eles levaram gibis, papel, canetinha pra desenhar e vários brinquedos para que aquela hora em que eu estivesse em campo não fosse tão maçante pra eles.
Mas, para minha surpresa, ao invés de ficarem sentados na mesa onde os deixei antes do jogo, eles preferiram ficar o tempo todo ao lado do campo berrando e incentivado o pai metido a atleta.
Cada jogada bem feita era respondida com aplausos (e cada jogada errada também).
Aquela reação espontânea deles serviu como uma injeção de ânimo.
Respondi marcando quatro gols.
Cada um deles seguido de um aceno agradecido para minha “torcida organizada”.
Deve ser mais ou menos assim jogar com sessenta mil pessoas incentivando.

13.11.09

Estive com a minha vó

Hoje sonhei com a minha vó Juçá.
Ela veio até mim, me abraçou e me disse algumas palavras de conforto.
Só consegui dizer que sentia saudades dela e chorei no seu peito.
Pude sentir aquele cheirinho de talco que ela tinha.
Não sei qual o significado desse sonho.
Nem sei se acredito neste tipo de coisa.
Só sei que foi bom e tirou um pouco do peso e do sentimento ruim que estão dentro de mim.
Se lá no céu tiver internet e ela acessar esse blog, deixo um grande beijo.

Ps. ela também me disse que vem buscar o meu tio.
Seja lá como for, estou avisando com antecedência.

Visitas:
Agradecimento especial aos visitante de Santo Augusto-RS, que eu nem sei onde fica, Poá-SP e Varsóvia-Pol.

10.11.09

Diga-me com quem andas...

Não tenho dúvida que a qualidade de uma viagem de avião (ou de ônibus) é diretamente proporcional ao grau de agradabilidade da pessoa que senta ao seu lado.
E quando falo em “agradabilidade” me refiro a uma série de fatores que, quando reunidos em uma pessoa, faz com que sua própria viagem seja agradável.
E não precisa ser muita coisa.
Basta que a pessoa tenha um mínimo de educação e higiene.
Já viajei muito nesta vida.
Tanto de ônibus quanto de avião.
Em uma das vezes que voltei da Europa, ao meu lado sentou uma modelo paraguaia maravilhosa.
Me recordo até o nome dela.
Blanca.
Extremamente simpática e conversadora.
Achei que minha viagem ao lado dela seria ótima.
O problema é que antes de embarcar, tomei uma boleta violenta para conseguir dormir durante o vôo.
O resultado é que com 15 minutos após a decolagem eu já estava babando.
Estava tão dopado que nem cheguei a aceitar a comida.
Acordei já no Rio de Janeiro.
Outra vez viajei ao lado do Stênio Garcia, que passou todo o percurso decorando o texto de alguma peça de teatro.
Bom, sei que isso não modifica a minha vida.
A verdade é que eu queria comentar sobre meu colega de viagem no meu retorno de São Paulo na última segunda-feira.
Um gordão barbudo suado e ofegante que sentou no corredor.
Tentei relaxar ao máximo e esquecer que aquela criatura estava ali, mas minha impossibilidade de movimentar os braços não deixou.
Fiquei encolhido com a cara enfiada na janelinha do avião.
Bom, a viagem de Campinas para Porto Alegre não dura mais do que uma hora e meia e o cara nem tava fedendo.
Pelo menos externamente.
Não levou muito tempo para eu perceber que o cara tava podre por dentro.
De dez em dez minutos ele soltava aquele arroto silencioso e profundo.
Aquele que vem do âmago.
E um cheiro podre de almôndega com mortadela entrava pelas minhas narinas.
Tentei não me desesperar, mas aquele cheiro começou a me fazer mal.
E a situação piorou ainda mais depois do lanche.
O gordo começou a liberar flatos.
Foi então que me revoltei.
Se é guerra que ele quer, é guerra que eu vou dar.
Já estava me segurando fazia alguns minutos, pois eu também havia comido batata frita, amendoim e Coca Zero.
Ele soltava de um lado e eu soltava do outro.
Confesso que foi uma guerra disputada, mas tudo dentro da lei.
Coitado dos inocentes que estavam ao redor.
Mas são sempre os que mais sofrem durante combates violentos como esse.
Sorte que não caíram do teto as máscaras de oxigênio (ou azar).

(...)

Essa história que aconteceu comigo me lembrou Luiz Nei.
Sempre quando Luiz Nei era obrigado a fazer uma viagem mais longa de ônibus, além de comprar a sua passagem, ele comprava mais uma.
Exatamente o banco que estava ao seu lado.
Ou seja: Luiz Nei comprava janela e corredor.
Tudo para que nenhuma pessoa sentasse ao seu lado durante o trajeto.
Evitando problemas como este citado acima.
Em uma destas viagens, após o ônibus deixar a rodoviária, Luiz Nei percebe uma senhora caminhando pelo corredor do coletivo.
Ela se aproxima e pergunta já se sentando:
- Esse lugar está vago?
- Está, e vai continuar. Pode sair daqui.
Respondeu Luiz Nei com toda aquela educação e já empurrando a velhota.
Sem dúvida é uma ideia brilhante.

Queria ver se fosse uma modelo paraguaia.

7.11.09

Aula de debilioidês

Uma das vantagens de se ter criança em casa é que você aprende um novo idioma.
Talvez nem seja um idioma e sim um dialeto.
Não tenho um nome criativo para colocar neste novo dialeto, mas você que convive, ou conviveu, com criança deve saber do que eu estou falando.
É aquele dialeto que só os adultos conhecem quando querem manter diálogo com bebês recém nascidos ou de parca idade.
Alguma coisa entre o debiloidês e o retardadês.
- Nenê tá totô?
Ou:
- Vem no toínho da mamãe!
Ou:
- Faz zoínho po titio, faz! Que coisinha mais totosa.
Estas até que são frases mais conhecidas;
O divertido é quando você convive com maior número de pessoas e tem a possibilidade de ampliar seu conhecimento com relação ao novo idioma.
Alguma coisa do tipo:
- Óia a peta que vovó vai baiá.
Levei algum tempo para decifrar esta frase de alto grau de intelectualidade proferida por minha sogra.
Nada mais é do que “olha a chupeta que vovó vai trabalhar”.
Lindo!
A outra foi:
- Tadinho, tem uma ubiga no totoço.
Esta foi da minha cunhada que quer dizer: “tadinho tem uma formiga no pescoço”.
Tudo isso com menos de 24 horas de estada em Americana.
Espero poder ampliar ainda mais meu vocabulário e compartilhar com vocês.

Agora dá lichencha que eu vô baiá.

Estádios de Futebol

Esta é a lista dos estádios que eu visitei nestes meus 37 anos de vida (atualizado dia 02/11/2009) sendo 95% deles dedicados ao futebol.
São 131.
Evidentemente que não assisti jogos em todos eles mas a simples visita vale o registro.

Este da foto é o Giuseppe Meazza de Milão onde assisti Internazionale 0x3 Milan.

BRASIL:

RIO GRANDE DO SUL

Estádio Olímpico – Porto Alegre – Grêmio
Estádio Beira Rio – Porto Alegre – Internacional
Estádio Passo d´Areia – Porto Alegre – São José
Estádio da Timbaúva – Porto Alegre – Força e Luz
Estádio Estrelão – Porto Alegre – Cruzeiro
Estádio Parque Lami – Porto Alegre – Porto Alegre FC
Estádio da Universidade - Porto Alegre - PUC
Estádio Alfredo Jaconi – Caxias do Sul – Juventude
Estádio Alfredo Stedile – Caxias do Sul – SER Caxias
Estádio da Montanha – Bento Gonçalves – ex Esportivo
Estádio das Castanheiras – Farroupilha – Brasil
Estádio Alcides Santa Rosa – Garibaldi – Guarani
Estádio Altos da Glória – Vacaria – Glória
Estádio Antônio David Farina – Veranópolis – Veranópolis
Estádio Vermelhão da Serra – Passo Fundo – Passo Fundo
Estádio 19 de Outubro – Ijuí – São Luiz
Estádio dos Plátanos – Santa Cruz do Sul – Santa Cruz
Estádio Joaquim Vidal – Cachoeira do Sul – São José
Estádio Santa Rosa – Novo Hamburgo – Novo Hamburgo
Estádio Cristo Rei – São Leopoldo – Aimoré
Estádio Mariscão – Capão da Canoa – Capão da Canoa FC
Estádio Bento Freitas – Pelotas - Brasil
Estádio da Boca do Lobo – Pelotas – Pelotas
Estádio Aldo Dapuzzo – Rio Grande – São Paulo
Estádio Presidente Vargas – Santa Maria – Internacional
Estádio Campus Universitário – Canoas – Ulbra
Estádio Florestal – Lajeado – Lajeadense
Estádio Edmundo Feix – Venancio Aires – Guarani
Estádio Taba Índia – Cruz Alta – Guarany
Estádio Fonte Sarandi – Sarandi – Ipiranga
Estádio Colosso da Lagoa – Erechim – Ypiranga
Estádio da Zona Sul – Santo Ângelo – Santo Ângelo
Estádio dos Pinheirais – Gramado - Gramadense
Estádio Municipal – Nova Petrópolis – EC Nova Petrópolis
Estádio Felisberto Fagundes Filho – Uruguaiana – EC Uruguaiana
Estádio Honório Nunes – Livramento – Grêmio Santanense
Estádio do Peixe – Tramandaí
Estádio Antônio Sessim – Cidreira
Estádio Morada dos Quero-queros - Alvorada - Pedra Branca FC


SANTA CATARINA:

Estádio da Ressacada – Florianópolis – Avaí
Estádio Orlando Scarpelli – Florianópolis – Figueirense
Estádio Heriberto Hülse – Criciúma – Criciúma
Estádio Aníbal Costa – Tubarão – Tubarão
Estádio Aderbal Ramos da Silva – Blumenau – Blumenau
Estádio do Sesi – Blumenau – CA Metropolitano
Estádio Mun. JB Wendhausen Moraes – Laguna – Laguna EC


PARANÁ:

Estádio Erton Coelho de Queiroz “Boqueirão” – Curitiba – Paraná Clube
Estádio Couto Pereira - Curitiba - Coritiba FC
Estádio Arena da Baixada - Curitiba - Atlético PR
Estádio Dorival de Brito "Vila Capanema" - Curitiba - Paraná Clube


SÃO PAULO:

Estádio do Morumbi – São Paulo – São Paulo FC
Estádio do Pacaembu – São Paulo
Estádio do Canindé – São Paulo – Portuguesa
Estádio Fazendinha – São Paulo – Corinthians
Estádio Parque Antártica – São Paulo – Palmeiras
Estádio Brinco de Ouro da Princesa – Campinas – Guarani
Estádio Moisés Lucarelli - Campinas - Ponte Preta
Estádio Décio Vitta - Americana - Rio Branco
Estádio Antônio Guimarães - Sta. Bárbara D´Oeste - União Barbarense
Estádio Barão de Serra Negra - Piracibaca - XV de Piracicaba
Estádio Bruno José Daniel - Santo André - EC Santo André

RIO DE JANEIRO

Estádio Maracanã – Rio de Janeiro
Estádio Caio Martins – Niterói – Ex-Botafogo
Estádio São Januário - Rio de Janeiro - Vasco da Gama
Estádio Figueira de Melo - Rio de Janeiro - São Cristóvão


GOIÁS

Estádio Serra Dourada - Goiânia
Estádio Antônio Accioly - Goiânia - Atlético
Estádio Onésimo Brasileiro Alvarenga - Goiânia - Vila Nova


PERNAMBUCO

Estádio dos Aflitos - Recife - Náutico
Estádio do Arruda - Recife - Santa Cruz


MINAS GERAIS:

Estádio Mineirão - Belo Horizonte - Atlético e Cruzeiro
Estádio Independência - Belo Horizonte - América


BAHIA:

Estádio Barradão - Salvador - Vitória
Estádio da Fonte Nova - Salvador
Estádio de Pituaçu - Salvador - Galícia e Bahia


ARGENTINA:

Estádio Monumental de Nuñez – Buenos Aires – River Plate
Estádio La Bombonera – Buenos Aires – Boca Juniors
Estádio José Amalfitani – Buenos Aires – Vélez Sarsfield
Estádio Pedro Bidegaín Nuevo Gasômetro – Buenos Aires – San Lorenzo
Estádio Don León Kolbovski - Buenos Aires – Atlanta
Estádio Juan Carlos Zerrillo – La Plata – Gimnasia y Esgrima
Estádio Jorge Luis Hirschi – La Plata - ex-Estudiantes
Estádio Libertadores de América – Avellaneda – Independiente
Estádio Presidente Perón – Avellaneda – Racing Club


URUGUAI

Estádio Centenário – Montevideo
Estádio Luis Troccoli – Montevideoa – CA Cerro
Estádio Alfredo Victor Viera – Montevideo – Montevideo Wanderers
Estádio Luis Franzini Parque Rodó – Montevideo – Defensor Sporting
Estádio Jose Nasazzi – Montevideo – Bella Vista
Estádio Mendez Piana – Montevideo – Miramar Misiones
Estádio Jardines Del Hipódromo – Montevideo - Danubio
Estádio Campus Municipal – Maldonado – Deportivo Maldonado
Estádio Atílio Paiva – Rivera – Rivera Livramento


COLÔMBIA

Estádio Atanásio Girardot – Medellín – Nacional e Independiente


ESTADOS UNIDOS

Estádio Orange Bowl - Miami


MÉXICO

Estádio Azteca – Cidade do México – Necaxa e América


COSTA RICA

Estádio nacional – San Jose
Estádio Ricardo Saprissa – San José – Deportivo Saprissa
Estádio Alejandro Morera Soto – Alajuela – Liga Deportiva Alajuelense
Estádio Rosabal Cordero – Heredia - Herediano


ESPANHA

Estádio Santiago Bernabeu – Madrid – Real Madrid
Estádio Vicente Calderón – Madrid – Atlético
Estádio Teresa Rivero – Madrid – Rayo Vallecano
Estádio Camp Nou – Barcelona – Barcelona
Estádio Miniestadi – Barcelona – Barcelona B
Estádio Sarriá – Barcelona – Ex Espanyol
Estádio Olímpico de Montijuic – Barcelona – Espanyol


ITÁLIA

Estádio Olímpico – Roma – Roma e Lazio
Estádio Giuseppe Meazza – Milão – Milan e Inter
Estádio Delle Alpi – Turim – Torino e Juventus
Estádio Ennio Tardini – Parma – Parma
Estádio Artemio Franchi – Florença – Fiorentina
Estádio Romeo Anconetani – Pisa – Pisa Cálcio
Estádio Pierluigi Penzo – Veneza – Venezia


FRANÇA

Estádio Parc des Princes – Paris – Paris Saint Germain


PORTUGAL:

Estádio da Luz – Lisboa – Benfica
Estádio do Restelo – Lisboa – Belenenses


ALEMANHA:

Estádio Olímpico – Munique – Ex. Bayern e 1860 Munich
Estádio Olímpico – Berlim – Hertha


BÉLGICA

Estádio du Heysel – Bruxelas


HOLANDA:

Estádio De Meer – Amsterdam – Ex Ájax


HUNGRIA:

Estádio Nacional – Budapest
Estádio Üllöi Uti – Budapest – Ferencvaros


ESLOVÁQUIA

Estádio Tehelné Pole – Bratislava – Slovan
Estádio Pasienky – Bratislava – Inter


INGLATERRA

Estádio de Wembley – Londres


AUSTRIA

Estádio Lehen – Salzburg – Áustria Salzburg


MÓNACO:

Estádio Louis II – Mónaco – AS Monaco


SUIÇA

Estádio Letzigrund – Zurique – FC Zurich
Estádio Hardturm – Zurique – Grasshopper
Estádio de Gèneve – Genebra - Servette


4.11.09

Início, meio e fim

Uma das aulas mais interessantes na época da faculdade era a de Introdução a Publicidade e Propaganda.
Acho que são poucos os cursos de jornalismo que apresentam essa cadeira no currículo.
A faculdade defendia a idéia de que um bom jornalista precisa saber o básico de Publicidade.
No que concordo plenamente.
Tinha um professor que, certa feita, disse na aula que todos os produtos ou empresas hoje no mercado irão terminar um dia.
Segundo ele, todos os produtos e/ou empresas tem um começo, um ápice e um final.
A tal linha ascendente e a linha decrescente.
Inevitavelmente, todos irão passar por isso um dia.
Quando questionado sobre marcas como Coca Cola ou McDonald´s, exemplos de sucesso mundial, ele era enfático: “TODOS os produtos. TODAS as marcas, um dia irão acabar. Seja Coca Cola ou seja McDonald´s”.
Não importa o motivo: se uma grave crise econômica, se uma má administração, a incapacidade de satisfazer os consumidores ou desinteresse e pouca dedicação dos herdeiros que eventualmente venham assumir o lugar de um empresário falecido, etc, etc.
Não importa o motivo.
O certo é que tudo terá um final.
Confesso que na época não levei muito a sério tais previsões pessimistas, mas a verdade é que jamais esqueci.
Exemplos que poderiam embasar a teoria brotam aos montes por aí.
Guardada as devidas proporções com relação às marcas citadas acima, quem um dia poderia imaginar num declínio de Varig, Mesbla, Arapuã, Sulbrasileiro e até Caldas Júnior, só para ficar nestas nacionais?
Pois é.
O tempo foi passando e a cada dia me dou conta de que aquele professor pode mesmo estar com a razão.
Ninguém jamais poderia imaginar que o fim deste blog poderia chegar.
Talvez não seja o fim definitivo, mas é inegável que ele está na linha descendente.

Deve ser a tal incapacidade de satisfazer os consumidores.

3.11.09

Huevos calientes

Juçá me dava muito ovo quente na minha infância.
Nunca mais comi ovo quente depois que eu cresci.
Vai ver que exatamente por isso.
Crianças são sujeitas a um tipo de alimentação que jamais continuarão ingerindo quando adultos.
Leite materno, por exemplo.
Jamais tomaria um copo de leite materno.
Eca!
Bom, dependendo da fornecedora, até que daria pra encarar uns goles direto da fonte.
Junto com umas bolachas Maria...
Bom, falando sério agora.
Ovo quente é uma dessas iguarias que não podemos nos permitir comer em sã consciência.
Sabe o que é ovo quente, né?
Deixa o ovo na água fervendo até que ele fique no meio termo entre o cru e o cozido.
Coloca ele num recipiente próprio pra isso, quebra a pontinha superior da casca e come com uma colher aquela gosma viscosa.
Se preferir, faça um pequeno furinho na ponta e sugue o interior.
Se você tem estômago para tanto, parabéns!
Você está ingerindo um pinto líquido.
Bom, tudo isso porque o hotel que fiquei hospedado em São Paulo oferecia ovo quente em seu frugal café da manhã.
Nojento.
Obviamente pensando nas dezenas de crianças hospedadas.

2.11.09

Decepção no ABC


Não sei mais o que fazer para o Grêmio ganhar uma partida fora de casa pelo Campeonato Brasileiro.
No jogo deste final de semana contra o Santo André, no ABC Paulista, cheguei até a tirar a barba e depilar o saco pra ver se o time ganhava.
Não adiantou.
Chegaram até a me aconselhar a virar veado, mas acho que essa opção está fora de cogitação.
Pelo menos por enquanto.
A verdade é que desisti de sofrer por causa disso.
Me refiro às derrotas do Grêmio fora de casa.
A gente acaba ficando anestesiado, pois a coisa está ficando muito previsível.
Nem cheguei a sentir tanto como foi nas derrotas contra Vitória e Coritiba.



Chegamos em São Paulo no sábado à tarde e nos hospedamos no Hilton Morumbi.
Hotel podre de chique.
Tão chique que o almoço custa R$ 115,00 por cabeça.
Optamos por almoçar numa padaria nas proximidades.
Depois de trabalhar um pouquinho, ainda deu tempo de ir ao Morumbi dar uma olhada em São Paulo x Barueri.



Cheguei já com a bola rolando.
Tumulto na entrada com filas nas bilheterias e nos portões.
Dei sorte e consegui entrar com a carteira de cronista esportivo.
Mesmo assim acabei perdendo o gol do Jorge Wagner aos 4 minutos.
Obviamente, mais nada aconteceu no restante da partida.
A última vez que estive no Morumbi foi na final da Libertadores de 1991 entre São Paulo e Newell´s Old Boys.
Estádio bonito, mas precisa melhorar muito para uma Copa do Mundo.



Domingo deixamos o hotel por volta das 15h em direção ao estádio Bruno José Daniel, em Santo André.
Levamos 40 minutos até lá.
Tranqüilidade absoluta para trabalhar.
O estádio é pequeno, simples, mas com total segurança para a imprensa.
Nossa transmissão foi nota 10 pela Grêmio Rádio.
Mas de nada adiantou, mais uma vez.
Todo o esforço e dedicação ficam comprometidos com o resultado dentro de campo.
De nada vale se o time não ganhar.



Essa foi minha última viagem pelo Grêmio este ano.
Em 2010 devemos ter Fortaleza no circuito das viagens.
Já estou me escalando pra ir.
Na bagagem, camiseta regata, bermuda e quatro pares de meia de lã.

27.10.09

Família Tescaro em dose dupla

Andando de carro pela cidade, procuro mostrar os principais locais para minha cunhada que veio do interior de São Paulo.
Começa assim o diálogo enquanto trafego pela av. Osvaldo Aranha:
- Thaís. Aqui é o bairro Bom Fim. O bairro da comunidade judaica de Porto Alegre.
- Ah! E por que se chama “Bom Fim”?
Pausa para tentar achar uma resposta.
- Sei lá! Não sei o motivo.
- Não tem nada a ver o nome “Bom Fim” com os judeus.
- Queria que se chamasse como? Auschwitz?
- Qualquer coisa que tivesse relação com os judeus. Como tem lá em São Paulo o bairro japonês da Liberdade.
- E o que tem a ver “Liberdade” com o Japão? Liberdade lembra muito mais Nelson Mandela. Poderia ser um bairro sul-africano.
- Vai ver que depois da Segunda Guerra, depois de tudo que aconteceu com o povo judeu, aqui em Porto Alegre eles encontraram um “bom fim”.
- Sim. Vai ver que é.

A propósito

(...)

Priscila arrumando as malas do Pietro para a viagem à Americana.
Diz ela.
- Má: precisamos ligar para o pediatra e perguntar o nome do remédio que ele indicou para colocar no nariz do Pietro antes da viagem. Eu coloquei a receita fora.
- Mas eu sei o nome.
- Sabe?? E como é?
- Salsep!
- É!!! É esse mesmo!!! Estava procurando outro nome na internet. Por isso não achei.
- E que nome tu estavas procurando?
- São Sepé.

Medo.
Imagina o que ela iria procurar se o remédio fosse Novalgina...

22.10.09

Luiz Nei - "Eu matei Papai Noel"

Durante muitos anos vivi grilado, sem saber por que , com a chegada do Natal. Uma angústia muito grande quase me sufocava e fazia de meus dias uma verdadeira tortura mental. Nunca simpatizava com a figura do “Papai Noel” e sempre que podia, evitava até olhar pro cara.

Em minha casa também não havia um clima muito festivo com a aproximação do Natal, fato que alimentava ainda mais o meu desânimo com as festas de fim de ano , fazendo aumentar minha angústia.

Nossos hábitos natalinos, quando da minha infância, eram iguais aos de todas as casas que conheci. A árvore, os presentes, a cantoria, os abraços e..., o Papai Noel, de carne e osso e barba também , fazendo “Ho Ho Ho” como todos.

Já com mais idade, resolvi levar a sério esta questão e tentar buscar os motivos deste desconforto que tanto me deixava triste.

Certo dia, folheando um álbum de família, encontrei-me em plena infância, na casa dos meus avós, onde aconteciam os Natais. Ao ver as imagens, comecei a suar frio, um tremor e um mal-estar terrível que jamais esquecerei.

Mas, tudo ocorreu naquela noite. Ao dormir e sonhar, sob o impacto das imagens da infância, um filme foi passando e, quando cheguei aos meus 5 anos, lembrei como tudo havia acontecido:
Meu pai , velho caçador, encomendou ao Papai Noel uma arma de caça movida a bolinha de ping- pong que, para mim, representava o máximo de poder e pompa.

Naquela noite, como em todos os Natais, Papai Noel chegou para alegrar os adultos e aterrorizar as crianças. Ah, como sofria com aquela figura assustadora.

Depois de todos terem recebidos seus presentes, o “bom velhinho”, veio em minha direção, falou: _ ...Então, meu menino, gostou do present... Foi quando imediatamente apontei minha arma para aquela cara e atirei . O velho, atingido pelo meu tiro certeiro, caiu sobre a árvore enfeitada, e os pacotes que ainda restavam. Com todo aquele corpanzil foi fazendo um estrago horrível, acompanhado de um grito de dor que deixou a todos atônitos. Foi um grande rebuliço !

Meu pai, vendo aquela cena , tomou-me pelo braço e levou-me, junto com meus primos, para um quarto da velha casa, onde ficamos presos.

Acordei chorando, suado e nervoso por ter lembrado e sentido o quanto este episódio ficou me ferindo como um espinho penetrado, causando toda minha angústia.

A situação criada foi de um silêncio perpétuo, ninguém falava ou comentava o ocorrido. Eu, que causei todo aquele alvoroço, acho que por ter apenas 5 anos, fui poupado pelos mais velhos. Seria o segredo de nossa família. Eu havia matado Papai Noel. Assim permaneceu por anos e anos, eu com minha culpa e meus pais, tios e avós com o segredo.

Então, resolvi falar com alguém que estivera presente naquela noite de Natal e tentar esclarecer os pontos que continuavam obscuros na minha cabeça.

Tia Nicota, a mais chegada à família, estava sempre a par de tudo que acontecia com os parentes, suas aventuras e desventuras. Foi quem procurei e a quem perguntei sobre como eram os Natais de nossa infância.

Ela me olhou com expressão enigmática e falou: “...Eram muito bons, até a noite em que seu tio Janjão, que adorava ser todos os anos o Papai Noel, teve um infarto fulminante e caiu morto sobre a árvore de Natal , sobre nossa alegria e nossos sonhos de felicidade... Foi uma tragédia, concluiu !

Fiquei alguns minutos olhando longe, imaginando a cena. Então era isso ? Ela acha que foi assim que aconteceu ? Então tio Janjão era o Papai Noel ?

Pobre Tia Nicota! Não sabe que quem morreu foi o Papai Noel, e não Tio Janjão ... também nunca ficará sabendo que “eu matei Papai Noel !”.


SEI QUE NÃO É UM CONTO INFANTIL, MAS MESMO ASSIM, DEDICO AOS MEUS 5 NETOS, por ORDEM DE SUA CHEGADA A ESTE MILÊNIO:

DUDA (9 anos)

MÁRTIN (5 anos)

ANNA (3 anos)

LUIZA (3 meses)

PIETRO ( 1 mês)

Porto Alegre, OUTUBRO DE 2009.

Luiz Nei / Revisão de texto: Juçá Neves

21.10.09

Plantada a semente tricolor



Lamento não ter um registro da minha primeira ida ao estádio Olímpico.
Não que isso tenha alguma importância ou que vá modificar a minha vida.
Mas gostaria de poder guardar essa lembrança nem que fosse em uma foto antiga e amarelada.
Poder mostrar para os amigos e colegas e dizer: “olha só a prova de que sou gremista desde pequeninho”.
Apesar de não ter foto, recordo de algumas passagens lá pelos anos de 1976 ou 1977.
Serve como consolo.
Bom, este lamento não fará parte da vida do Pietro.
Hoje à tarde, com 43 dias de vida, o pequeno teve sua primeira experiência no Monumental da Azenha.
Fiz questão de registrar esse momento único na vida de um gremista!
A semente está plantada.
Missão cumprida.
E ele adorou!
Ah! A roupa verde é só pra agradar o lado palmeirense da família.
Nada mais que isso.


Mais um da família!

19.10.09

Fórmula 1

Acredito que nunca tenha escrito nada neste blog tendo a Fórmula 1 como tema.
Talvez isso caracterize meu apreço por este “esporte”.
Bom, tenho que confessar que já fui um grande admirador das baratinhas.
Principalmente nos últimos anos da década de 80 com aqueles inesquecíveis duelos entre Senna e Piquet.
Além das presenças de nomes como Niki Lauda, Alain Prost, Nigel Mansell, só pra ficar nestes que eu sei escrever.
Era emoção garantida nas manhãs de domingo.
Na época em que os domingos eram bons...podia acordar tarde e ficar na cama até às 19h quando terminava Os Trapalhões.
Além disso os carros não eram dotados de tanta tecnologia, ou seja: eles batiam mais, pegavam fogo com maior facilidade.
Vai dizer que não são atrativos?
Inevitavelmente, dedico esse meu desinteresse pela Fórmula 1 à morte de Ayrton Senna em 1994.
Não sou o único.
E as coisas pioraram ainda mais com o surgimento do tal Michael Schumacher.
O Brasil parou de ganhar e o desânimo tomou conta.
Depois apareceu o Rubinho.
Coitado.
Antes não tivesse aparecido.
Segue até hoje frustrando milhares de brasileiros.
Ser torcedor do Rubinho é como ser torcedor do Atlético Mineiro.
Tem uns preferem o Felipe Massa.
Um cara sem absolutamente nenhum carisma.
Um baixinho metido a besta e amigo do Galvão Bueno.
Não se faz mais Fórmula 1 como antigamente.
Vem aí o Bruno Senna.
Oremos.

16.10.09

Tributo ao Beijoqueiro

O nome "José Alves de Moura" pode não significar nada para o leitor mais desatento.
Mas quando mencionamos o apelido “Beijoqueiro”, dificilmente alguém da minha geração não ouviu falar.
A figura folclórica deste cidadão nascido em Portugal em 1940 e morador do Rio de Janeiro ganhou notoriedade no início da década de 80 ao invadir o palco do show de Frank Sinatra no estádio do Maracanã e desferir um beijo babado no rosto do cantor.
Começou aí sua carreira de “beijoqueiro”, apelido dado pela imprensa por motivos óbvios.
Tão óbvio como sua preferência por beijar celebridades em momentos inusitados apenas para se manter na mídia.
Invadir palcos, campos de futebol, palanques, etc, tornou-se uma rotina para ele.
Mas o momento culminante foi conseguir romper o cordão de isolamento para beijar os pés do Papa João Paulo II em 1983.
Aos poucos, o Beijoqueiro começou a se especializar em “atacar” políticos e jogadores de futebol.
Apesar do “carinho”, nem sempre tal demonstração era bem entendida pela “vítima”.
Tanto que José Alves de Moura foi inumeras vezes agredido, preso e internado em clínicas psiquiátricas.
Suas últimas aparições foram há dois anos quando tentou invadir o campo do Maracanã para beijar o Obina.
Hoje em dia, muitas informações desencontradas dão conta de que beijoqueiro segue vagando pelas ruas do Rio de Janeiro desferindo surpreendentes bitocas nas bochechas dos transeuntes desavisados.
Foi assim que, em 1995, fui beijado pelo “Beijoqueiro” em frente ao hotel da seleção brasileira na cidade de Maldonado quando dos preparativos para a final da Copa América entre Brasil e Uruguai em Montevidéu.
Confesso que foi uma emoção impar.
Ao relatar esse fato para meu colega Eduardo Barbosa, estagiário da assessoria de comunicação, sua reação me surpreendeu e me preocupou.
- Quem é esse beijoqueiro? Nunca ouvi falar.
É uma pena que essa nova geração (e até as futuras) não conheça essa figura magnânima e impoluta.
Por meio deste post, deixo minha singela homenagem a esta pessoa que tem (ou teve) como único objetivo na vida levar como maior símbolo o carinho de um beijo.
Mesmo que roubado.

13.10.09

Gelol


O Pietro é um gurizinho muito legal.
Legal mesmo.
É muito bom tê-lo em meus braços enquanto assistimos a Série B numa noite de sexta-feira.
Nem mesmo o fato dele chorar quase 20 horas por dia pode interferir neste sentimento de amor que venho sentindo e que cresce a cada dia.
Hoje ele expeliu líquido por três orifícios distintos.
Cagou, mijou e regurgitou em cima de mim, ao mesmo tempo.
Não é lindo isso?
Desde que minha sogra voltou para São Paulo, as coisas tem sido difíceis.
Confesso que aproveitei a presença dela aqui para abrir um pouco mão dos meus afazeres como pai.
Mas não foi por mal.
Queria que ela curtisse o neto ao máximo.
Agora estou penando.
A Priscila costuma dizer que só tem duas coisas que me deixam de mau humor durante o dia:
Sono e fome.
E é exatamente isso que venho sentindo nos últimos dias.
Imagina então como está o meu humor.
Mas sei que estou errado.
Hoje prometi pra mim mesmo que não vou deixar que essas coisas me atinjam.
Quero curtir meu filho em todos os momentos que estiver com ele, pois sei que isso passa rápido.
Logo ele estará solto pelo mundo e eu sentindo saudades deste tempo em que tudo ele dependia de nós.
Assim sendo, passarei as noites em alerta.
Velando seu soninho.
Pronto para acudir quando precisar.
Seja para dar mamadeira, seja para trocar a fralda (mesmo sem lente de contato).
O pior que posso fazer é colocar a fralda na cabeça.
Afinal, como diz meu amigo Gelol: não basta ser pai. Tem que participar.
Tamos aí.

5.10.09

De volta para o passado

Nunca fui muito adepto a esta moda que está tomando conta da minha geração de buscar no passado a razão e a motivação para viver o presente.
Parece realmente que os anos 80 estão de volta e isso acaba trazendo um pouco de “bitolação”.
O passado já passou e era isso.
Tá bom! Não sejamos tão insensíveis.
Lógico que gosto de relembrar certas coisas que fizeram parte da minha vida e que hoje já não existem mais.
A diferença é que não sofro por isso.
Bom, só às vezes.
Outro dia recebi por e-mail um convite para uma partida de futebol no campo do colégio Anchieta com a turma que se formou em 1989.
Acreditei ser a oportunidade perfeita para rever pessoas que já não via há 20 anos.
Além da possibilidade de jogar uma partida de futebol de campo num dos melhores gramados da cidade.
Gramado esse, aliás, plantado muitos anos depois da minha saída do colégio.
Na minha época o campo era de areia e cheio de cocurutos que eu conhecia como a palma da minha mão.
O jogo estava marcado para este domingo, às 10h.
O relógio marcava 9h e eu já estava lá ansioso por rever todo mundo.
O pessoal foi chegando aos poucos e aí começou a missão de identificar cada um.
Com poucas exceções, parece que o tempo não passou.
Aqueles mesmos rostos conhecidos de 20 anos atrás que faziam parte do nosso dia-a-dia.
Que faziam parte de um tempo em que éramos felizes e não sabíamos.
A frase é clichê, mas inapelavelmente verdadeira.
O futebol foi jogado em alto nível.
Cadenciado, procurando os atalhos do campo.
Porque já não temos aquele vigor de outrora.
Ainda assim, foi emocionante reencontrar todo mundo e saber um pouco da vida de cada um.
Felizmente, novos encontros já estão marcados.
Porque, como dizia o poeta, o tempo não pára.

Ninguém mandou estudar

Fui pagar a parcela do financiamento do meu carro na agência do Banrisul que fica no Olímpico, ao lado da minha sala.
O carnê aponta pagamento até setembro de 2012.
No caixa, na minha frente, estava o Maxi López sacando uma pequena parte do seu salário para passar o final de semana.
Com ela eu pagaria todo o meu carnê e ainda dava pra comprar um usado 2008.

2.10.09

O banheiro do papa

Ia fazer uma piada interessante sobre a notícia desse link, mas achei que não seria de bom tom.

1.10.09

O Albergue

Ontem assisti no HBO “O Albergue 2”.
Faz uns dois meses que assisti o primeiro.
Realmente é bem forte, como haviam me avisado.
Pra quem não viu, o filme conta a história de pessoas muito ricas (empresários bem sucedidos) que pagam para torturar e matar pessoas.
Essa matança se dá em uma construção em ruínas na Eslováquia que conta com a conivência da polícia local já que a “brincadeira” movimenta muito dinheiro.
Cada pessoa a ser torturada e morta tem um preço.
Evidente que americanos têm maior cotação.
Na verdade, o Albergue nada mais é do que o local onde estas pessoas ficam hospedadas acreditando ser um spa de águas termais.
Lógico que pessoas que assistem ao filme (e gostam) devem ter algum distúrbio mental.
Vendo a primeira produção, comecei a pensar como funcionaria a mente de uma pessoa que cria uma obra dessas.
Não tem como ser normal.
Certamente, se eu conhecesse, pensaria duas vezes em freqüentar os mesmos lugares que ela.
Ontem, vendo o número 2, tentei imaginar qual pessoa eu escolheria para arrancar os pedacinhos bem devagar.

Muitas opções!!

29.9.09

Pai fresco

Sei que já tive dois filhos e que deveria estar acostumado, mas a chegada do Pietro causou uma reviravolta na minha vida.
Não só na minha, mas na NOSSA vida.
Não estou reclamando, absolutamente.
É uma reviravolta positiva, pois ele nada mais é que o fruto de um grande amor que começou aqui.
Exatamente aqui, neste blog.

Fiquei de escrever todos os bastidores do parto, mas já faz tanto tempo que o assunto perdeu a validade.
O que posso dizer que foi extremamente tranqüilo.
Acordei no horário em que sempre acordo, às 8h, com a Priscila me comunicando o rompimento da bolsa.
Fiquei bem nervoso.
Tava chovendo, o trânsito entupido na Protásio Alves e aproveitei para trafegar pelo corredor de ônibus.
Quem nunca teve esse desejo?
Chegando no hospital, não demorou muito até o horário do parto.
Tudo correu dentro do planejado.

Agora, em casa, contamos com a ajuda da avó materna que abriu mão de suas férias para dedicar um mês de carinho e atenção ao bebê recém nascido e, muito mais, a mamãe de primeira viagem que se apavora com qualquer movimento inesperado do pequeno.
Tudo dentro da normalidade.
Exceto pelo fato de quase ter ligado para os bombeiros porque o guri teve refluxo.

O principal sofrimento do Pietro nestes primeiros dias é a cólica.
Maldita cólica.
E não existe nada que possamos fazer para resolver o problema, a não ser um remedinho, bolsa de água quente e muito carinho.
Ontem, as duas (leia-se minha esposa e sogra) descobriram uma tal de Tummy Tub que, segundo informações dos fabricantes, é um ofurô para bebês que reproduz a sensação do útero e que diminui o pranto na hora do banho e as cólicas.
Assim sendo, fui comunicado que deveria passar numa loja na Plínio Brasil Milano onde a tal “banheira” estaria reservada.
Chegando lá, fui surpreendido com um balde.
Sim, leitores.
A tal Tummy Tub nada mais é que um balde metido a besta.
Custa R$ 120,00 sendo que no supermercado encontro algo parecido por R$ 15,00.
Mas tudo bem, tudo pelo Pietro.
Além disso, é a sogra que está pagando.
Vamos ver se dá certo.
O primeiro banho já deu, como mostra o vídeo abaixo.
Era isso por enquanto.
Voltaremos.

8.9.09

Pietro nasceu


Cara, hoje nasceu meu filho Pietro às 10h56.
Forte como um touro.
4.360 Kg e 52 cm.
Tudo correu perfeitamente.
Na verdade ele é meu terceiro filho, mas foi como se fosse o primeiro.
Confesso que fiquei nervoso.
Queria escrever um post contando como foi essa minha terça-feira, mas as emoções foram tantas que estou desgastado física e emocionalmente.
Prometo que volto aqui amanhã para contar essa história imperdível com acontecimentos tipo Juçá falando no controle remoto da TV achando que era o interfone do hospital.
Vale a pena.
Por enquanto, fiquem com uma amostra do que é esta criança.

Ps. Obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, mandaram algum recado de carinho neste momento inesquecível.

6.9.09

Barrigão, berço, açúcar e afins

No momento em que escrevo este post, Priscila se revira na cama buscando uma posição confortável para dormir.
Não é pra menos: a barriga de nove meses dificulta ao máximo os movimentos.
A gravidez está na reta final e o Pietro pode dar o ar da graça a qualquer momento.

(...)

Ontem recebemos o berço-cômoda comprado pela sogra.
Evidentemente que chegou desmontado.
Contagiado pela ansiedade da mamãe (que acredita que o quarto do pequeno não estará pronto até a hora do parto) decidi dar uma de montador.
Até na ferragem eu fui comprar uma chave de fenda compatível com os parafusos.
Penei, mas consegui montar o berço propriamente dito.
A ideia ia dando resultado até o momento de montar a cômoda.
Decidi começar pelas gavetas e desisti no momento em que percebi que o fundo não encaixava.
Pra que inventar?
Pra que tentar fazer o que não sabe?
Para que existem montadores?
Liguei para um conhecido que me cobrou R$ 20,00 pra terminar a cômoda e dar um jeito na gaveta sem fundo.
Ele vem na terça-feira.
Só espero que a Priscila consiga agüentar até lá.

(...)

Na manhã deste sábado, munido de uma lista de compras feita com esmero pela Priscila, fui ao supermercado fazer as compras da semana enquanto ela ficava em casa descansando.
Não tem mesmo como uma mulher grávida de nove meses passar esse tempo num supermercado.
Optei pelo Carrefour da Bento Gonçalves.
Não é o super que costumamos ir.
Muito pelo contrário. Priscila tem aversão a este Carrefour.
Como ela não estava comigo e é um dos supermercados mais próximos de casa, achei que poderia ganhar tempo.
Achei errado.
Foi só cruzar a porta da frente para ter a visão do inferno.
Poderia dar meia volta e sair dali correndo, mas preferi encarar o diabo.
Bem feito pra mim.
As compras até que não demoraram muito para serem feitas.
O problema foi na hora de pagar.
A menor fila tinha 10 carrinhos.
Levei pelo menos uma hora até chegar no caixa.
Perdi tempo, paciência e a compostura.
Faltando dois carrinhos para chegar a minha vez de pagar, um senhor se aproximou com um pacote de açúcar e perguntou:
- Posso passar na sua frente?
Levei algum tempo para entender:
- Passar na minha frente? Como assim?
- É que só estou com esse pacote de açúcar. Posso passar?
Lembrei dos intermináveis 55 minutos que passei na fila até então e me surpreendi comigo mesmo quando respondi:
- Não. Não vai passar.
Acho que o senhor também deve ter ficado surpreso com a resposta e assustado com o meu olhar de ódio.
Já viu meu olhar de ódio?
Nem queira.
Neste momento apareceu no meu ombro direito um anjinho azul, gordinho e de cavanhaque dizendo:
- Tsc...tsc...tsc...que coisa feia, Márcio. Tu não és assim. Onde está tua solidariedade?
Imediatamente o diabinho gordinho, de cavanhaque e tico grande apareceu no lado esquerdo e respondeu:
- Solidariedade é a putaquospariu! Tu estás há horas aqui dentro desta merda de supermercado, com esse monte de pobre que desceu o morro pra comprar cerveja e cachaça, esperando 55 minutos nesta fila que não anda e ainda vem um velho careca segurando um pacote de açúcar querendo pegar teu lugar? Mas nem pensar! Esse imbecil que vá comprar açúcar na casa do caraleo!
Em uma das raras vezes na minha vida, fechei com o diabinho do meu ombro esquerdo.

Mas eu sei o que aconteceu.
Tudo isso foi a falta que a Priscila fez ao meu lado.
Ela me acalma nos momentos de tensão e desespero.
E além disso consegue entrar na caixa prioritária.

28.8.09

Peteleco nazorêia





Por Fernando Potrick

27.8.09

Abandono

Nossa.
Como esse espaço aqui anda abandonado.
Nada novo.
Nada engraçado.
Nada polêmico.
Por que isso?
Falta de criatividade, talvez.
Muita falta de criatividade.
Tsc...tsc...tsc...
Que dor no coração.

21.8.09

Receita do prazer

Ingredientes:

1 pacote de bolacha Chocolícia.
1 lata de Coca Cola

Como fazer:

Abra o pacote de Chocolícia e introduza duas bolachas na boca.
Reserve.
Importante: não mastigue neste primeiro momento.
Obs.: caso não consiga fechar a boca, apenas quebre a bolacha para que fique em tamanho menor.
Abra a lata de Coca Cola e acrescente na boca pelo menos 20ml do líquido (ou quanto conseguir).
Permaneça com a boca fechada por 20 segundos.
Cuide para não babar.
Com a língua, sinta a consistência das bolachas.
Caso estejam desmanchando, pode mastigar.
Curta a sensação.
Certeza de um prazer quase orgásmico.

Dica: faça sozinho para não correr o risco de rir durante a execução.

20.8.09

Profissão: jornalista


O que a gente é capaz de fazer para manter o emprego.

19.8.09

Chá de Fraldas Virtual - Rescaldo

Apenas cinco dias já se passaram desde o início do "Chá de Fraldas Virtual".
É impressionante a mobilização dos leitores deste blog.
Aproximadamente 745 pacotes de fraldas vindos de todas as partes do Brasil estão lotando a casa de Luiz Nei.
Gostaria de agradecer todos que enviaram.
Não citarei nomes porque são muitos e não queria esquecer de ninguém.
Ainda assim, acredito que ainda está faltando o seu.
Ah, está faltando sim.

Tá esperando o que?

14.8.09

Luiz Nei e o Chá de Fraldas virtual

A ideia foi do Luiz Nei.
Já vou começando esse post assim, pois Luiz Nei tem muito mais credibilidade do que eu e pode ser que a ideia dê certo.
Este surto de gripe suína no Estado está impossibilitando a realização de um Chá de Fraldas para o Pietro.
O veredicto final vai ser dado pela médica na próxima semana.
Ainda assim acredito que será negativo quanto à realização do encontro.
Pois conversando sobre isso com Luiz Nei, e lamentando a pouca aquisição de fraldas para o nenê, eis que surgiu a sugestão do Mestre:
- Por que tu não pede para os leitores do teu blog enviarem fraldas para o Pietro? Além de criar um Chá de Fraldas virtual, ainda podes ter uma ideia da audiência do teu blog.
- Mas eu já tenho uma ideia da audiência do meu blog. Estou com uma média de 80 visitas por dia.
- Então! Se destes 80 visitantes pelo menos dez mandarem um pacote, serão 70 pacotes por semana, 280 pacotes por mês.
Sim. Como se os 80 visitantes não repetissem no dia seguinte.
Sinceramente não acredito que vá dar certo.
- Não acho uma boa ideia, Luiz Nei. Além disso, ainda vou pagar mico, pois ninguém vai mandar nada.
- Se ninguém mandar nada, tu e a Priscila compram os pacotes no supermercado e depois fazem um post com uma foto mostrando como vocês são queridos. Ninguém vai saber mesmo.

Pois então está feito o desafio.
Quem quiser participar pode mandar um pacote de fraldas para:

Av. Nilo Peçanha 1452/802
CEP 91330-000
Porto Alegre RS


Pode ser no meu nome ou no da Priscila, mas acho que o melhor seria colocar nominal a Luiz Nei.

Igualzinho ao pai

Ontem tive meu primeiro contato físico com o Pietro.
Bom lembrar que ele nem nasceu ainda, hein.
É verdade!
Deu pra sentir direitinho, e pegar, o pezinho dele empurrando a barriga da mãe.
Bom, pelo menos eu acho que era o pezinho.
Bem durinho.
Se bem que, se puxar o pai, pode muito bem ter sido outra coisa.

12.8.09

Tá chegando


Menos de um mês!
Ai, ai, ai, ui, ui, ui!!

11.8.09

Achamos


Seria essa a verdadeira bouceta?